quinta-feira, julho 14, 2016

Sabe quando te dá aquela vontade de escrever e voçê está sem suas ferramentas pra blogar? Aconteceu comigo esses dias. Seique s!ao muitas ocupações que me tomam o tempo, mas se eu nao focar em fazer as coisas que me dão prazer, pra onde irei, né? Tenho o meu trabalho, a minha filha de apenas 7 anos que precisa muito de mim bem como meu marido amado - que é a pessoa mais ansiosa do mundo! Bom, mas isso é tema pra outro post! - e minha mãe que agora está conosco fora os afazeres da casa (aqui a gente não tem empregada e fazemos de tudo sem reclamar e assumindo que tudo podemos fazer sem muito mimimi) e ainda a minha rotina de cantoria por aqui...é coisa, eu sei. Mas, venho querendo me dedicar um pouco mais ao blog pra continuar registrando as linhas da minha jornada. Então hoje, vamos começar pelo processo de Green Card de mainha. Eu sempre tive isso na minha cabeça...um dia, mainha ía querer morar aqui com a gente. Chegou a hora. Depois de uma década morando nos EUA - eu não me arrependo de nada! Juro!!! - e nos primeiros anos, cheguei a conclusão de que a vida por aqui é das melhores que a gente pode ter. Aqui temos paz pra ir e vir e a violência não assusta como no Brasil. Há quem discorde, eu sei. A Flora - esposa do Gilberto Gil - numa conversa comigo em 2015, durante nosso jantar, começou a falar que não era seguro morar nos EUA como se pensava e que aqui temos esses loucos que atacam universidades, boates, cinemas, etc. Discordei profundamente, claro. Pra quem está de fora, vê a gente sentado num monte de pólvora e eu não devo discordar, né? Mas, dizer que aqui não temos segurança como no Brasil? Aí já são outros quinhentos, baby. De qualquer forma, olha só como já estou saindo do assunto que queria falar...rs,rs,rs,rs. 
Os anos de 2014 e 2015 foram cruciais para que eu começasse a pensar mais profundamente nesse passo do green card devido a tantos problemas familiares que culminaram em diversas ações e reações. Com a idade avançando, os problemas só crescendo e as pessoas se manifestando cada vez mais egoístas, eu tinha a plena certeza de que alguma coisa havia de ser feita. No entanto, outra coisa acabou ficando mais do que explícita pra mim. Às vezes, minha amiga, a pessoa precisa enfrentar a dor para poder enxergar e acreditar no que lhe causa aquela dor. a gente se permite muitos maus-tratos por achar que está fazendo o bem, mas só com essa vivência do fundo do poço chegamos a sentir e entender que sempre ser muito bom não presta. Mais que nunca, precisamos reconhecer que dizer NÃO é o melhor que fazemos por nós e pelos os outros também. Mamãe tinha que ficar lá esse período e enfrentar as coisas e as pessoas como realmente são. Se ela tivesse vindo pra cá nesse período, tudo estaria "como dantes na estação de Abrantes". Se ela tivesse podido viajar pra cá, não teria visto os comportamentos e só teria ouvido as narrações de lado A e lado B. Mas, com a doença se agravando e o médico não permitindo que ela viajasse...tudo ficou claro e ela enxergou o inferno de pertinho. Parecia meio paradoxo a cura agir, vir através desse campo doloridamente esclarecedor. Pela primeira vez, ela enxergou que estava sendo engolida pela areia movediça de uma forma sutil pela vida toda. Eu tinha que ir ao Brasil de qualquer forma. Eu mesma já não aguentava essa situação toda. Alguma coisa eu tinha que fazer! Moví céus e terra para encaixar tudo e me debandei pra o Brasil em Dezembro de 2015. Quanta dor eu pude enxergar naquele rosto, naquele corpo, naquela voz, naquele mundo...e todos os dias, eu meditava para que tudo fluísse e o médico finalmente dissesse, sim, pode viajar mês que vem. Assim aconteceu. A medida que o tempo foi passando aqui, o viço mudou. O corpo parece outro. A energia que emana é outra. Os desejos são outros. O ser é diferente, sendo o mesmo e aceitando que as coisas mudam e que precisamos nos ajustar. Nem sempre o que  acreditamos vale pra todos. Assim começamos a respeitar mais as diferenças e seguimos.
 
Mainha começou a expressar a vontade de ficar. Por que não? O marido nunca foi contra. Pelo contrário, sempre fez sentir que o que eu penso e sinto é muito válido e que eu devo lutar pelo o que quero. "Elis, quem lhe disse que voçê não pode realizar seus sonhos?" me disse ele. Cá estamos. Levamos uns 4 meses para preencher toda a papelada e fazer as escolhas mais acertadas pra nós. A petição foi aceita. Digitais marcadas e feitas. Agora é esperar. Que o Universo conspire à nosso favor...




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