quarta-feira, agosto 31, 2016

PostHeaderIcon É a vida efêmera mesmo?


O corre-corre da vida tem me perturbado. Já faz um tempo em que venho observando a minha falta de tempo e anexada a ela, vou me esquecendo de muitas coisas e chego ao ponto de ter que anotar tudinho pra poder não esquecer. No entanto, até isso está começando a se transformar num tumulto mental enorme. Me sinto incomodada. Penso cá com meus botões que algo precisa ser feito para que eu desacelere e começe a reavaliar toda essa pressa que tem tomado conta de mim, dos meus dias. Claro que tenho 4 vidas pra dar conta. Mamãe, Ana, meu marido e eu. Fico me cobrando em dar mais atenção pra todos e dividir o meu tempo entre eles, meu trabalho e os amigos. É uma correria danada! De repente, me pego conectada o tempo inteiro e até respondendo emails quando estou preparando o jantar. Gente, o que é isso? Assim não dá, baby. De repente, parece que estou numa competição em que preciso correr, correr, correr, correr...
Será que a vida é mesmo efêmera ou somos nós que nos permitimos correr exageradamente para não perder o bonde da vez? Nietzsche - meu filósofo favorito! - chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade moral se dela for expulso todo elemento contemplativo e dizia "Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie". É verdade, né? Eu só tenho 44 anos e estou decidida a começar o meu desaceleramento para poder contemplar mais o que está ao meu redor e realmente conta. Chega de ficar, de algum modo, trabalhando, fazendo networking, intervindo, tentando não perder nada, principalmente, a notícia ordinária e ficar debatendo ,aliás, brigando no facebook ou twitter. Cansa ficar vendo as pessoas brigando por esse ou aquele candidato nas redes sociais e ou mesmo tentando controlar a vida alheia ditando o que é certo ou errado. A gente se consome demais ao ritmo de emotions e assim vamos só perdendo...alcancando a façanha de sermos senhores e escravos ao mesmo tempo. Bom, mas essa é a realidade pra mim.
Vinha eu caminhando do meu estacionamento até o meu prédio. Levo uns 30 minutos fazendo  esse trajeto. Vez po routra, troco o caminho, pois me sinto entediada passando pelos mesmos lugares e sempre quero mudar aproveitando pra conhecer outras partes do campus. Hoje, ao dobrar a esquina, me deparei com o cemitério que fica próximo do office do meu marido. O clima estava ótimo e eu ouvindo a Maria Rita cantando "vivendo e aprendendo a jogar..". Como num piscar de olhos, parece que aquilo ali era uma mensagem direcionada. Tudo acaba ali - pelo menos pra mim que não acredito em nada após a morte. Mas, enquanto eu to viva, vou embarcando nesse viver e aprender.
A minha luta está só começando. 





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