sexta-feira, setembro 16, 2016

Por essas e outras que a gente sempre deve aproveitar cada oportunidade nessa vida. Me lembro de muitas vezes ouvir mamãe dizer que essa vida não era nada e que tudo aqui era e é passageiro e que boa é a vida que vem. Bom, pra mim sempre foi muito dificil absorver isso, pensar dessa forma. Por que não aproveitar os nossos momentos aqui onde estamos agora? Por que a gente precisa religiosamente abdicar da vida que se apresenta aqui na terra? Talvez eu seja uma pessoa que prefere acreditar que não há nada depois que morremos e que tudo acaba aqui mesmo. Eu fui criada entre 3 religiões (católica, testemunhas de Jeová e espiritismo) e depois dessa experiência de mesquinharia, ciumeira, egosísmo, controle, etc e tal...eu resolvi me abster completamente de toda e qualquer religião. Resolvi não me deixar guiar pela mente alheia e aceitei o fato de ter que tomar as minhas próprias decisões sem ter ninguém pra apontar o dedo, culpando. Mas, muita gente não entende e nem aceita essa minha escolha e ainda tenta me sabatinar com comentários frívolos e infortúnios.
A minha filha nunca foi batizada na igreja católica. Pra que isso, afinal? Quero que ela cresça livre pra fazer as próprias escolhas e não seja forçada a seguir esse ou aquele passo. É tão bom quando a gente se respeita e respeita os outros né? Como eu posso dizer que só por que a pessoa não é heterossexual vai arder no fogo do inferno e não vai pr'o céu? Sem falar que eu nunca entendi como um deus pode ser três ao mesmo tempo e esse mesmo deus (es) ser morto por nós (a humanidade)? Eu tenho muitas questões não respondidas. Já fiz uma pesquisa, li bastante até agora não me convenci de nada. 
As testemunhas de Jeová não comemoram aniversário - e só há um único relato na bíblia. Não me convenci com o argumento de que não devemos comemorar aniversário só porque uma tragédia aconteceu naquela festa e não há menção de que os cristãos celebravam aniversários natalícios. Mas, por isso entao eu aceito e condeno as festas de aniversário? Poxa, se alguém é morto dentro da igreja, eu não devo mais frequentar, então? Se vou num casamento e lá tem outra tragédia, isso quer dizer que os casamentos não devem acontecer? E o negócio do sangue então? Cada vez fica mais confuso o argumento. Não se pode tomar sangue, mas se aceita tomar frações do mesmo? Pera aí...e não é somente isso não...ter que ir pregar de casa em casa e ainda relatar todo mês as horas que empregou fazendo isso? E se não relatar voçê é tido como fraco? E a questão da desassociação? Voçê passa a vida inteira no meio deles e se decidir sair seja por ter feito algo que vai contrário às regras ou por livre e expontânea vontade eles te cortam da vida deles pra sempre e nem sequer te comprimentam na rua? Cadê o amor, meu povo? Eu não consigo nem entender e nem aceitar.
No catolicismo...ai, ai. Lá vem outra palhaçada. Eu me lembro de ter uns 6 anos de idade quando a minha vó paterna me levava à missa. Até mesmo quando ela me levava às viagens dos fiéis, romeiros, coisa do tipo pra ver o Padre Cícero em Juazeiro, etc. Eu era bem pequena, mas juro que nuncaaaaaa entendi por que aquelas pessoas se agachavam diante das imagens, estátuas. E eu só tinha uns 6 anos. Pra mim, aquilo era tão estúpido! Não fazia sentido e continua sem fazer. 
Meu avô paterno, João, era espírita. Eu me lembro claramente que no quarto dele com a minha avó, tinha um altar enorme com uma outra estátua, aliás estátuas de várias entidades e a maior delas era a de Yemanjá. Ele tinha verdadeira paixão por ela. Ele quase conseguiu que meu nome fosse Janaína em homenagem à Rainha do Mar. Só que quando mamãe descobriu a "verdade"... mudou de idéia rapidinho. Rs,rs. Na época, ela já estudava com as Testemunhas de Jeová e aí já viu, né? 
Até agora, o que posso dizer é que com essa sacola de experiência nas costas, eu posso me dar ao luxo (?) de escolher viver sem pertencer a essa ou aquela religião. Não que a religião seja ruim - de todo! - mas, eu prefiro ainda me esquivar dela e trilhar meu próprio caminho, minha própria jornada. Se há ou não há um depois, não tenho como descobrir agora. Os mistérios continuam e enquanto não chega a minha vez da despedida, vou vivendo um dia de cada vez sem muitas pressões e apenas com a esperança de contrubuir para que um dia nós (a humanidade) sejamos bem mais tolerantes. Se voçê quer ter/seguir uma religião, o faça. Mas, por favor, jamais imponha a sua verdade como a única. 

1 comentários:

Mulher na Polícia disse...

Gostei da sua sinceridade, Elis!

O que mais me assusta nas religiões é o controle, a pressão que as pessoas exercem sobre as outras. Não é por menos que tem gente se explodindo por aí, por conta dessa pressão.

Eu sou cristã. Mas encaro o cristianismo verdadeiro como uma filosofia de vida. Acredito em vida após a morte e creio que Cristo veio para nos dar exatamente VIDA em abundância e LIBERDADE. E essa vida em abundância começa aqui.

A liberdade que ele dá é inclusive ser livre de imposições de homens, de interpretações fajutas das Escrituras.

Estudo a Bíblia a sério, com métodos sérios de hermenêutica, exegese e vejo nela um Deus que desde Adão quer se relacionar com os seres humanos e isso me encanta. POR ISSO ele deu seu filho pra morrer por nós, porque a natureza de Deus é santa, e só o sangue de um justo, o sangue de Cristo poderia nos purificar do pecado que era o que nos afastava de Deus.

Sou livre, tenho vida e posso me relacionar diretamente com Deus. Não troco isso por religião nenhuma.

Beijos, querida.

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