segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Eu conheço o meu fado.Estou num estado muito novo e verdadeiro de si mesmo , tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo.Não é confortável o que escrevo e não faço confidências.Minha palavra está lá no espaço do dia.O que sabem de mim é a sombra da flecha que se fincou no alvo.Então,escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra,como dizia Clarice Lispector.Quando essa não-palavra (a entrelinha) morde a isca,alguma coisa se escreveu.Uma vez que se pescou a entrelinha pode-se com alívio jogar a palavra fora.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas o que é passível de fazer sentido.Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado,o presente e o futuro,o tempo que lateja no tique-taque dos relógios.Um vento grandioso sopra as árvores e por todos os lugares caem frutos - verdades.Há nele o esbanjamento de um outono demasiado rico : a gente tropeça em verdades,algumas delas a gente chega a matar pisoteadas - elas são excessivas...Mas,aquilo que a gente toma nas mãos,já não tem mais nada de duvidoso - são as decisões.
Há muita coisa a dizer que não sei como dizer.Faltam palavras.Mas,recuso-me a inventar novas: as que já existem devem dizer algo que se consegue.Atrás do pensamento não há palavras : É-SE!Portanto,o que escrevo não é para se ler,mas para SER.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas o que é passível de fazer sentido.Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado,o presente e o futuro,o tempo que lateja no tique-taque dos relógios.Um vento grandioso sopra as árvores e por todos os lugares caem frutos - verdades.Há nele o esbanjamento de um outono demasiado rico : a gente tropeça em verdades,algumas delas a gente chega a matar pisoteadas - elas são excessivas...Mas,aquilo que a gente toma nas mãos,já não tem mais nada de duvidoso - são as decisões.
Há muita coisa a dizer que não sei como dizer.Faltam palavras.Mas,recuso-me a inventar novas: as que já existem devem dizer algo que se consegue.Atrás do pensamento não há palavras : É-SE!Portanto,o que escrevo não é para se ler,mas para SER.
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