sexta-feira, outubro 16, 2009

PostHeaderIcon Jorge Paulo Lemann & Instituto para Estudos Brasileiros

Ontem na Inauguracao do Instituto Lemann


Na hora das honras, o chanceler da Universidade de Illinois com Jorge Paulo Lemann.


Há pouco mais de trinta anos, Jorge Paulo Lemann estava quebrado. Sua corretora de valores havia sucumbido diante de uma queda violentíssima na bolsa de valores, e o desastre só não foi maior porque um amigo do pai de Lemann, Ricardo Haegler, emprestou-lhe algum dinheiro. Fora do universo das finanças pouco se falou da derrocada daquela pequena corretora baseada no Rio de Janeiro. Nas duas últimas semanas, porém, o nome de Lemann circulou com destaque nos principais jornais de todo o mundo. Primeiro apareceu na famosa lista de bilionários da revista americana Forbes, aquela que aponta Bill Gates como o homem mais rico do planeta. A fortuna do brasileiro foi calculada em US$ 1,1 bilhão. Dias depois, Lemann voltou a ser centro de atenções, quando a Ambev, a gigante brasileira controlada por ele, anunciou a união com a belga Interbrew, formando a maior cervejaria do mundo. O negócio tornou Lemann ainda mais rico – embora isso faça pouca diferença para um sujeito que já tem mais de US$ 1 bilhão. Serviu também para reforçar as lendas em torno do mais arrojado, enigmático e polêmico empresário já surgido no Brasil. Lemann é o homem dos negócios considerados improváveis e até impossíveis. Quem, antes de julho de 1999, poderia imaginar um casamento entre duas inimigas mortais, como a Brahma e a Antarctica? Lemann imaginou e o concretizou. Quem ousaria apostar que um consórcio formado por quatro empresários brasileiros superaria grandes grupos internacionais e ficaria com a Telemar, num dos mais rumorosos e escandalosos capítulos da privatização das telecomunicações? Lemann apostou, e mais uma vez levou.


Jorge Paulo Lemann



Um debate sobre o Brasil no século XXI e uma recepção marcaram a inauguração do Instituto Lemann de Estudos Brasileiros na Universidade de Illinois(onde meu marido e professor). O instituto é fruto de uma doação de US$ 14 milhões do empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann, que é um dos acionistas (entre outras empresas,citadas acima) da gigante de bebidas Inbev.

O debate não teve nenhuma polêmica, partiu mais de uma visão geral do Brasil no contexto atual. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) criticou o agigantamento do governo brasileiro na economia, querendo aumentar sua participação como produtor. O deputado federal por Pernambuco, Maurício Rands, que deixou a liderança do PT há pouco, falou sobre os problemas no judiciário que atrasam o desenvolvimento. Ainda sobre atraso, criticou as suspensões de obras determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), defendendo que o mecanismo seja usado com mais cautela. O diretor do BC Alexandre Tombini, ex-aluno desta universidade, falou sobre as ações do BC para a superação da crise e os demais convidados sobre as contribuições brasileiras para o agronegócio (Carlos Azzoni) e a importância de se investir mais (e melhor) em educação (Edmund Amann).

Muito significativas foram as palavras de Werner Baer e Joseph Love, dois scholars que há décadas trabalham pesquisando o Brasil e que estão na linha de frente do instituto que agora se forma. Love, inclusive, é o primeiro diretor deste instituto. Tanto Baer quanto Love destacaram a longa parceria com Lemann (os três estudaram na mesma época em Harvard, na década de 50) e como o empresário brasileiro sempre esteve aberto a iniciativas que colocassem o Brasil como foco.

Por sua vez, Lemann falou pouco mas muito bem. No debate, disse que ao comprar uma empresa se preocupa mais com a equipe que a gerencia do que com o mercado em que ela está envolvida. E que ao assumir a companhia elege cinco metas para serem tomadas. Cinco metas dão para do presidente ao porteiro incorporarem e trabalharem para alcançá-las. E que se perguntasse para ele quais eram as cinco metas do governo Lula ele não saberia responder, o que também teria acontecido com o governo anterior. E que o Brasil precisa de melhor gerenciamento. Falando sobre o instituto, ele disse que tem por filosofia de vida ajudar pessoas a alcançaram o seu potencial. E, através disso, descobriu muita gente melhor do que ele, a exemplo do seu time de executivos. “A maioria dos meus negócios foram construídos dando oportunidades para pessoas. João Castro Neves, por exemplo, ele é muito melhor do que eu, ele atingiu o seu potencial completo vindo estudar aqui em Illinois. É muito bom ver as pessoas atingindo o seu potencial. Para quem se pergunta o que este empresário hard core está fazendo aqui eu diria que estou tendo prazer, e que, além disso, morrer rico não é algo muito criativo.” Além de Illinois, Lemann tem uma fundação que custeia bolsas para alunos que passam em boas universidades mas não teriam como pagar (Fundação Estudar) e também um sistema de bolsas na Universidade de Harvard que leva o seu nome (Lemann Felowship).

No final das contas, todo mundo saiu ganhando, e o Brasil, muito bem na fita.Palmas pra o Jorge Paulo Lemann!!

2 comentários:

Fernanda disse...

Bravo para o Sr. Lemann! Com certeza uma pessoa excepcional, que vê mais além do que a maioria de nós. Fazem falta, no Mundo, mais homens destes.

ruycesar disse...

sou um grande admirador do jorge, e infelizmente nao tomei conhecimento do evento. se soubesse, faria de tudo para estar presente

ps.:ha algum video relacionado ao discurso dele?

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