terça-feira, junho 28, 2016

PostHeaderIcon Festas juninas



Antes, com o frio, era impossível de fazer uma caminhada até o meu prédio. Eu deixava o meu carro no estacionamento e pegava o ônibus até o meu lá. Mas, desde maio - quando o clima começou a melhorar por aqui - eu começei a caminhar do meu estacionamento até o meu prédio. Claro que alguns dias tem sido mais quentes que os de costume, mas não estou reclamando! Viva o verão! São 30 minutos a pé que faço super feliz! Aproveito pra ficar comigo mesma e com meus botões e ainda aprecio o clima delicioso de todas as manhãs no meio-oeste. Tão bom ter um tempinho só pra gente...vou ouvindo minha musiquinha e não deixando de agradecer todos os dias por tudo. Há alguns anos, dei uma revirada - como já relatei por aqui. Muitas mudanças na minha cabeça, muitas mesmo. ãs vezes, logo no come;co quando passei a sentir a necessidade e a vontade de enfim ser eu mesma, eu até pensava que me arrependeria no futuro, mas pelo contrário, estou cada vez mais segura de que o que fiz foi o certo! Por me permitir, vejo o mundo de uma maneira diferente. Sei que há nuvens negras e que ela sempre vem e se vão e que o sol sempre estará lá. SEMPRE! 
Mamãe está tão melhor! Quando me deparo comparando a maneira como a encontrei quando pisei no Brasil em Dezembro passado, consigo enxergar piamente a total transformação. A falta de respeito, infelizmente, imperou por lá e a humilhação e desgostos sofridos acabaram por deixar a pessoa com uma aparência e estado de espírito doentes. Que meu pai e minha irmã possam viver suas vidas como escolheram viver! Que algum dia evoluam nessa jornada que é a vida. Que algum dia transformem o sentimento pesado de dentro deles em alguma rosa perfumada e deixem o seu cheiro exalar. 
A nossa família sempre foi pesada. Sempre houve amargor, eu sempre vi. Estava lá e ainda está. Eu saí. Eu consegui sair!!! Eu tive coragem de enfrentar o desafio de me desligar com leveza. De alguma maneira, eu começei a enxergar por um prisma diferente e permiti que os raios de outros sois chegassem no amaranhado do meu âmago. E isso não tem nada de religião envolvido. Foi um passo que eu dei sozinha. A gente sempre tem mais de uma opção na vida, mesmo quando a gente só consegue enxergar um caminho. Não tomar um caminho diferente que se apresenta é a mesma coisa que optar por ficar no mesmo lugar só porque a sua zona de conforto é bem clara pra gente. O paraíso não existe, eu sei. Mas, quando a gente passa a enfrentar o desconhecido, as águas se tornam mais mornas e a gente relaxa. 
Meu inferno com mamãe, era a religião. Sempre me incomodou aquele controle. Mas, tive que esperar mais de 40 anos pra que ela me desse a chance e visse que eu não sou má só porque não tenho a mesma religião dela e gosto dos meus budas. Nossa conversa sobre religião (vale salientar que EU não quero nenhuma pra mim! Nenhuma!) foi bem boa. Alguns fantasmas tiveram que sair de dentro das florestas pensantes e por vezes, inaudíveis, mas saíram. Agora me digam, de que adianta não se expor? Eu entendo muitíssimo que a maioria das vezes, a gente não pode dizer e nem fazer o que pensa porque ainda é controlado de alguma forma pelo outro. Mas, um dia chega a hora do basta. De uma vez por todas ficou claro que o respeito é o que deve prevalecer mesmo quando a gente tem visões e ideologias apartadas. Quando a gente se respeita, a gente vive melhor, pode apostar. 


Elis Artz's photo.

2 comentários:

Eliene Resende disse...

Adoro tudo o que você escreve.Já li e reli este seu blog. É muito lindo tudo o que está escrito. Parabéns,

Elis disse...

Eliene Resende, muito obrigada pela gentileza das palavras. Grande abraço pra ti.

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