sexta-feira, setembro 18, 2009

PostHeaderIcon O Ano Novo Judaico

Shaná Tová! Hoje se comemora o ano novo judaico de 5770

Na noite desta sexta-feira, 18, quando a primeira estrela surgir no céu, os judeus de todo o mundo vão comemorar a chegada do ano de 5770, de acordo com seu próprio calendario. Em vez de "Réveillon", a esta festa dá-se o nome de "Rosh Hashaná". Ao contrário das celebrações dos finais de ano convencionais, comemorados com muitas festas e queimas de fogos, esta passagem da mística judaica envolve uma profunda meditação sobre o passado, durante a qual se faz um balanço de tudo que passou no ano que ficou para trás, o que se concretizou, o que se deixou de realizar, como se agiu, de que forma se poderia ter atuado, entre várias outras questões existenciais. A partir daí, planeja-se um período melhor no futuro, as pessoas têm a chance de avaliar seus erros e se redimir de seus pecados diante de Deus.

Esta festa é realizada com refeições tradicionais em família, geralmente acompanhadas de maçã e mel. O termômetro para se avaliar a importância de um evento judaico, é a extensão do feriado dedicado a ele. Neste caso, o Rosh Hashaná é um dos dois Grandes Feriados do judaísmo. O outro é uma seqüência deste, o Yom Kipur, que se inicia dez dias depois do Ano Novo Judaico. Juntos, eles tecem o que se conhece como a era dos Grandes Feriados.

De fato, o Rosh Hashaná abrange quatro eventos que se interconectam: o Ano Novo judaico, o dia do julgamento, o dia da lembrança e o dia do toque do shofar. Estes acontecimentos estão essencialmente ligados à criação do Homem, a qual, segundo o Talmud, teria se concretizado no primeiro dia do mês chamado de Tishrei. Assim, este evento marca o dia em que essa geração se processou, como se a cada ano se reciclasse este ato criador, oferecendo a todos a oportunidade de se renovar e de se purificar, conquistando assim um novo recomeço.

Pode não parecer, mas a civilização cristã-ocidental é muito influenciada pela cultura judaica, na música, no cinema, nas artes em geral. Quem nunca riu e vibrou assistindo a um filme dirigido por Woody Allen ou Steven Spielberg? Ou se emocionou ao ver Gwyneth Paltrow, Adam Sandler e Ben Affleck nas telonas? Pois bem, todos eles - e ainda outras dezenas de artistas - têm ascendência judaica, mesmo que não sejam ligados à religião.

Em 2004, já mais madura em relação a sua crença, Madonna adotou o nome judaico de Esther e, para afastar o mau-olhado e a inveja, passou a usar uma fita vermelha no pulso

No entanto, foi através de celebridades de origem ocidental que o judaísmo se tornou assunto em pauta. Com uma mãozinha da cantora Madonna e de sua discípula Britney Spears, seguidas pelo engajado casal hollywoodiano Ashton Kutcher e Demi Moore, a Cabala, vertente mística da religião, já conseguiu centenas de adeptos ao redor do planeta.

O interesse da Diva do Pop pelo tema começou em 1998, enquanto ela lançava o álbum "Ray of Light". Em 2004, já mais madura em relação a sua crença, Madonna adotou o nome judaico de Esther e, para afastar o mau-olhado e a inveja, passou a usar uma fita vermelha no pulso.


Traduzindo, Rosh Hashaná significa ‘cabeça do ano’, uma referência à importância do cérebro para o Homem na estruturação de sua existência, mas ao contrário da tradição ocidental, ele não incide sobre o primeiro dia do ano judaico, portanto é mais representativo do que algo exato, preciso. É uma forma de oferecer a cada um o dia do julgamento, durante o qual o homem pode se decidir pela retificação de seus erros, por meio do arrependimento – teshuvah -, da oração – tfiloh – e da caridade – tzedakah. O judeu é valorizado em seu livre arbítrio, ele tem o poder da escolha que parte da consciência, detém o potencial de mergulhar em si mesmo e de perceber o que deve ser mudado. Ele então é ‘inscrito e selado no Livro da Vida’, saudação comum entre os judeus neste momento.

Os judeus acreditam que seus nomes são, neste período, registrados neste Livro da Vida. Aí entra a importância do Yom Kipur na seqüência, quando este Livro é selado. Enquanto este momento não chega, considera-se que o indivíduo está vivendo os dias de temor. O dia da lembrança marca a rememoração do quase sacrifício de Isaac, filho de Abraão, pelo próprio pai, a pedido do Senhor, ato de extrema subserviência a Deus, recordando assim a cada judeu a importância de servir ao Criador. O shofar é um instrumento de sopro construído com chifre de carneiro. O soar dele redesperta na memória dos judeus o episódio de Isaac, traz à mente a lembrança de uma coroação e também comemora a criação da Humanidade, além de despertar os judeus para a presença de Deus em suas vidas.

Durante os banquetes realizados ao longo de duas noites, os judeus costumam submergir a Chalá, pão particularmente trançado, e pedaços de maçã em mel, representando assim suas expectativas quanto a um ano doce. Tudo que é então consumido, de frutas a vegetais, têm não só um sabor especial, mas também uma simbologia específica. Ao se comer cada alimento, faz-se antes um pedido. Alguns destes desejos estão de certa forma associados ao nome da comida, em hebraico.


Interessante, nao e? O que eu sei e que e sempre bom aprender mais sobre tudo e depois formar a propria opiniao e escolher a forma de viver respeitando a si mesmo e ao que os outros escolheram como principio de vida.

E viva a diversidade!!

2 comentários:

Bel disse...

Feliz Ano Novo para os judeus !!!
saudades ...
bjs

Fernanda disse...

Olá Elis!

Vim retribuir a visita e conhecer o seu espaço; muito interessante, por sinal!
Gostei muito desse post sobre o ano novo judaico, é uma linda tradição; tenho grande simpatia e admiração pelo povo hebreu.

Para onde você vem em Portugal? Com certeza a ajudarei, no que me for possível, naquilo que precisar. Eu vivo no Norte, no Minho.

Um bom domingo!

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